Terremoto no Panamá: mogianos ficam retidos em Orlando após cancelamento de voo

Terremoto no Panamá afeta retorno de moradores de Mogi das Cruzes ao Brasil Moradores de Mogi das Cruzes (SP) estão no Aeroporto de Orlando, nos Estados Unido...

Terremoto no Panamá: mogianos ficam retidos em Orlando após cancelamento de voo
Terremoto no Panamá: mogianos ficam retidos em Orlando após cancelamento de voo (Foto: Reprodução)

Terremoto no Panamá afeta retorno de moradores de Mogi das Cruzes ao Brasil Moradores de Mogi das Cruzes (SP) estão no Aeroporto de Orlando, nos Estados Unidos, sem conseguir voltar ao Brasil neste sábado (10), após o cancelamento de um voo da Copa Airlines. Eles fariam uma conexão na Cidade do Panamá, onde o Aeroporto Internacional de Tocumen foi fechado por precaução após um terremoto de magnitude 7,7 atingir o país nesta sexta-feira (9). O jornalista André Martinez e a esposa, a contadora Andressa Wuo, relatam atrasos, falta de informações sobre o retorno e dificuldades para conseguir assistência. Segundo eles, outros brasileiros também aguardam no aeroporto uma definição sobre as viagens. Terremoto no Panamá: mogianos ficam retidos em Orlando após cancelamento de voo ✅ Clique para seguir o canal do g1 Mogi das Cruzes e Suzano no WhatsApp A Copa Airlines informou nas redes sociais que retomou as operações após a reabertura do aeroporto no Panamá, mas que ainda podem ocorrer atrasos e mudanças nos itinerários. Em resposta à TV Diário, a companhia afirmou que quatro voos com destino a Tocumen estão atrasados neste sábado por causa do terremoto. “Nós estamos aqui no aeroporto de Orlando, com destino ao Panamá, onde faremos uma conexão para São Paulo. Nosso voo seria ontem, foi cancelado”, afirma André. LEIA TAMBÉM: Terremoto de magnitude 7,7 atinge o Panamá e causa estragos no sul do país; alerta de tsunami é retirado Terremoto no Panamá tem mais de 80 réplicas; entenda por que a terra continua tremendo e se é possível prever novos abalos Passageiros aguardam pelo embarque no Aeroporto de Orlando, nos Estados Unidos Andressa Wuo/Arquivo Pessoal O jornalista diz que recebeu a informação de que as conexões no Panamá só ocorreriam a partir de terça-feira (13). Até o relato, ele não tinha uma previsão confirmada de embarque nem sabia se conseguiria viajar por outra companhia. O comunicado da Copa não informa essa restrição às conexões. “Eu sei que nós estamos presos aqui, muitos outros brasileiros presos aqui, esperando uma definição se a gente vai conseguir embarcar num outro voo ou numa outra data”, relata. Passageiros chegaram a embarcar antes do cancelamento Segundo Andressa, o voo estava previsto para as 15h20 de sexta-feira, no horário local. Ela chegou ao aeroporto por volta do meio-dia, mas o embarque foi adiado várias vezes. A contadora relata que os passageiros embarcaram por volta das 20h e permaneceram cerca de duas horas dentro da aeronave antes do cancelamento. Durante a espera, Andressa afirma que pediu um voucher de refeição, mas teve o pedido negado. Segundo ela, a justificativa apresentada foi de que o problema estava relacionado a “condições climáticas” e que a companhia não se responsabilizaria pela assistência. Casal viajou para Orlando e ficou sem informações sobre retorno ao Brasil, após terremoto no Panamá Andressa Wuo/Arquivo Pessoal Após o cancelamento, a contadora diz que os passageiros também pediram hospedagem e alimentação, inicialmente sem sucesso. De acordo com ela, alguns brasileiros conseguiram vouchers de hotel depois de reclamar em grupo, enquanto outros passaram a noite no aeroporto. “Eu e meu marido, a gente e uns amigos conseguimos ir para o hotel e retornamos hoje de manhã”, conta. Andressa afirma que voltou ao aeroporto na manhã deste sábado para um voo previsto para as 11h. No entanto, segundo ela, a partida foi novamente adiada, desta vez para as 17h, ainda sem garantia de embarque. “Na verdade, eles ficam empurrando a gente aqui no aeroporto sempre uma hora depois. Era 11 horas da manhã hoje, agora é 5 horas da tarde, mas já tem atendente falando que nem 5 horas da tarde vai ter voo”, diz. A contadora relata ainda que recebeu informações de que não haveria garantia de continuidade da viagem para quem chegasse ao Panamá. O que diz a Copa Airlines Em nota, a Copa Airlines informou que continua retomando as operações após os fechamentos temporários do Aeroporto Internacional de Tocumen, no Panamá, provocados pelos terremotos e suas réplicas. Segundo a empresa, foram necessárias novas inspeções nas instalações e pistas, o que afetou os voos. A companhia afirmou que ainda enfrenta atrasos prolongados, cancelamentos e mudanças nos itinerários. Disse também que lamenta os transtornos e trabalha para regularizar os voos e as conexões no Panamá. A Copa ampliou a política de remarcação para viagens previstas entre 9 e 14 de outubro de 2026, em qualquer rota operada pela empresa. Os passageiros poderão remarcar as viagens para até 31 de outubro, sem taxa de alteração ou diferença no valor da passagem. Quem optar por não viajar poderá manter o valor como crédito para uso futuro, dentro da validade do bilhete, sem taxa de alteração. Também será possível pedir reembolso de passagens não utilizadas ou dos trechos ainda não usados, mesmo quando a tarifa comprada não permitir devolução. Os procedimentos poderão ser realizados pelos canais oficiais de atendimento da companhia ou pelas agências de viagem. Sobre a assistência, a Copa afirmou que oferece hospedagem quando cabível e conforme a disponibilidade. Disse ainda que organiza alternativas de viagem em outras companhias quando há opções disponíveis. A empresa orientou os passageiros que ainda não iniciaram a viagem a consultar a situação do voo no site ou no aplicativo antes de ir ao aeroporto, porque podem ocorrer novos atrasos e mudanças. Terremoto no Panamá O terremoto de magnitude 7,7 atingiu o Panamá às 14h56 de sexta-feira, pelo horário de Brasília. O tremor foi fortemente sentido na capital e na vizinha Costa Rica, segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS, na sigla em inglês). O epicentro ocorreu em terra, na comunidade rural de La Pitaloza, no sul do país, a uma profundidade de 12 quilômetros. Um alerta por risco de tsunami chegou a ser ativado para a costa do Pacífico, mas depois foi retirado. O Aeroporto Internacional de Tocumen foi fechado por precaução após o tremor e, segundo a Copa Airlines, já foi reaberto. Também houve registros de danos em edifícios, como o desabamento de parte de um hotel em Penonomé e da torre de uma catedral em Santiago. Cerca de três horas após o primeiro abalo, outro terremoto, de magnitude 6,6, atingiu a região de Río Grande, no oeste do país. Assista tudo sobre o Alto Tietê

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